Fundo Garantidor de Créditos (FGC) protects up to R$250,000 per depositor per institution, with a R$1M aggregate cap across all FGC-member institutions over a 4-year window. Cover applies to full credit institutions (bancos múltiplos, comerciais, etc.) only. Brazilian fintechs licensed as IPMP (Instituições de Pagamento) are NOT FGC members — customer funds are segregated but not insured.
Primary source: https://www.fgc.org.br/
Um banco brasileiro completo — licença de Banco Múltiplo
O C6 Bank não é uma fintech operando em cima de um banco parceiro. O C6 Bank S.A. possui licença de Banco Múltiplo — a autorização-padrão de banco completo no Brasil, que combina atividades de banco comercial, banco de investimento, banco de desenvolvimento e crédito ao consumidor sob um mesmo guarda-chuva societário. O supervisor é o Banco Central do Brasil (BCB); a autorização data de 2018, com início pleno das operações de varejo em meados de 2019. A relação de depositante registrado se dá diretamente com o C6 Bank S.A. Não há invólucro intermediário de instituição de pagamento (IP), patrocínio de banco parceiro nem camada de fintech sobre banco entre você e a entidade autorizada. Esta é a mesma postura legal da Nu Financeira S.A. (do Nubank), do braço bancário do Banco Inter e de qualquer banco brasileiro tradicional autorizado. O C6 Bank S.A. consta no registro público "Buscar instituição supervisionada" do BCB e cumpre obrigações regulatórias na mesma cadência de supervisão de qualquer outro banco brasileiro de seu porte.
Cobertura do FGC — por CPF, agregado de R$1 mi a cada 4 anos
Depósitos elegíveis no C6 Bank são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o sistema brasileiro de seguro de depósitos. O teto-padrão é de R$250.000 por depositante por instituição nos tipos de produto cobertos — contas correntes, contas de poupança, CDBs, LCI, LCA e uma lista definida de instrumentos de renda fixa — com um teto agregado separado de R$1.000.000 a cada quatro anos por CPF entre todas as instituições associadas ao FGC. A regra de agregação é a parte que a maioria dos leitores deixa passar. O teto por instituição se renova a cada banco, mas o teto quadrienal por CPF se aplica ao universo inteiro do FGC: se você já foi indenizado pelo FGC em uma quebra bancária anterior, o teto fica decrementado por quatro anos a partir daquele evento antes de zerar novamente. O que o FGC cobre: produtos de depósito no nível da instituição. O que o FGC não cobre: valores mobiliários custodiados por uma corretora (segregados em custódia, não cobertos por seguro de depósito), produtos estruturados não elegíveis e qualquer saldo mantido fora da entidade autorizada — o que é a ressalva relevante para o C6 Glob, tratada abaixo. Veja o explicativo do FGC para a tabela de elegibilidade por produto.
Participação do JP Morgan — respaldo estratégico, ponto de atenção em governança
O JP Morgan Chase adquiriu participação estratégica de aproximadamente 40% no C6 Bank, anunciada em junho de 2021 — o maior investimento bancário internacional em uma fintech brasileira até aquela data — com cláusulas de governança que permitiam ao JP Morgan ampliar a posição ao longo do tempo, sujeito à aprovação do BCB. A Reuters noticiou em 2023 que o JP Morgan havia protocolado pedido junto aos reguladores brasileiros buscando autorização para assumir posição majoritária; a cobertura pública subsequente não confirmou se esse protocolo foi aprovado. Como sinal para o depositante, o tema corta dos dois lados. Pelo lado positivo, ter uma contraparte bancária globalmente sistêmica como principal investidor estratégico implica um incentivo acima da média para recapitalização em situações de estresse, redes de funding internacional mais profundas e a profundidade operacional visível no C6 Glob (roteamento USD via banco correspondente). Pelo lado da governança, a concentração de propriedade em uma única contraparte bancária internacional é uma característica estrutural ausente no Nubank (listado na NYSE, com base acionária dispersa) e no Banco Inter (listado na Nasdaq). Para a maioria dos clientes de varejo isso é irrelevante — a cobertura do FGC não é afetada pela estrutura societária — mas vale entender, em vez de passar batido.
O C6 Glob NÃO é um banco autorizado nos Estados Unidos
O C6 Glob é a conta-satélite denominada em dólares que o C6 Bank oferece a residentes no Brasil — uma forma de manter e gastar dólares dentro do app do C6 Bank para viagens, gastos internacionais com cartão e pagamentos USD para o exterior, sem precisar de relação com banco offshore. Esta é a ressalva estrutural que os leitores mais frequentemente entendem errado. O C6 Glob NÃO é um banco autorizado nos Estados Unidos. Saldos em dólares mantidos dentro do C6 Glob não são segurados pelo FDIC dos EUA. O produto opera por meio de um arranjo de custódia / banco correspondente sediado nos Estados Unidos, que roteia fluxos em dólares por conta de residentes no Brasil; em qualquer cenário de quebra, o direito legal do cliente passa pelas regras brasileiras — não americanas — de proteção ao depositante, e a conformidade cambial brasileira (IOF na perna do câmbio, declarações à RFB nos fluxos de entrada e de saída) se aplica. Se você precisa especificamente de uma conta bancária autorizada nos Estados Unidos para fins de residência fiscal, folha de pagamento ou proteção patrimonial, trate o C6 Glob como uma conta-satélite para gastos, não como substituto de uma relação com banco americano. A profundidade estratégica da parceria com o JP Morgan se manifesta aqui mais do que em qualquer outra parte da estrutura do C6 — mas isso não converte o C6 Glob em uma conta de depósito autorizada nos Estados Unidos.
O que acontece se o C6 Bank quebrar
Em caso de quebra do C6 Bank S.A., o caminho de acionamento do FGC é a mecânica-padrão brasileira de proteção ao depositante. O BCB resolve a instituição quebrada; o FGC paga aos depositantes elegíveis em até R$250.000 por CPF dentro da janela de liquidação publicada pelo FGC (historicamente, algumas semanas para que pagamentos sejam concluídos em quebras passadas de bancos brasileiros), respeitado o teto agregado de R$1.000.000 a cada quatro anos por CPF entre todas as instituições associadas ao FGC. Valores mobiliários custodiados pela C6 DTVM, a corretora subsidiária, são segregados em custódia conforme regras da CVM e seguem o caminho de quebra de corretora, não o de seguro de depósito. Saldos em dólares no C6 Glob não passam pelo FGC e não são segurados pelo FDIC americano — a recuperação nesse cenário depende da segregação legal do arranjo subjacente de custódia em dólares e não constitui um direito de seguro de depósito.
Veredito
O C6 Bank está entre os neobancos mais seguros da América Latina nas mecânicas regulatórias que importam para o depositante: um Banco Múltiplo brasileiro autorizado, com cobertura FGC direta de R$250.000, supervisionado pelo BCB na mesma cadência de qualquer banco tradicional e com respaldo desde 2021 do JP Morgan Chase como principal investidor estratégico. As ressalvas estruturais são limitadas e merecem atenção — a conta-satélite em dólares C6 Glob não é uma conta de depósito autorizada nos Estados Unidos e não é segurada pelo FDIC; a concentração de propriedade é uma característica de governança ausente nos pares brasileiros de capital aberto; e o teto agregado de R$1 mi a cada 4 anos do FGC é o limite menos óbvio para clientes de saldo elevado. Para saldos iguais ou inferiores a R$250 mil em produtos elegíveis ao FGC no C6 Bank S.A., a proteção é equivalente à de qualquer outro grande banco brasileiro.
IPMP (Instituições de Pagamento) customer funds are segregated from the institution's own balance sheet but are NOT FGC-protected. Verify the licence class with Banco Central do Brasil before assuming deposit cover. Crypto and investing products are regulated separately by CVM.